Atualizações são feitas com frequência no algoritmo, e algumas delas são tão grandes que ganham nomes diferentes e causa impactos nas buscas

Mas o que é esse algoritmo? É o programa que funciona por trás dos mecanismos de busca e é o responsável por filtrar e disponibilizar informações nas páginas, conforme a busca que cada usuário faz e os fatores de ranqueamento.

Algo que gera grande impacto na vida dos profissionais de Marketing Digital são essas mudanças no algoritmo do Google, uma vez que ele é buscador mais utilizado em pesquisas na internet. Se um site não está em acordo com os fatores de ranqueamento que ele prioriza, pode resultar na queda de tráfego orgânico.

Em sites de pesquisas, o algoritmo tem a função de entregar a você o que tem de mais relevante. O que é feito conforme mais de 200 fatores diferentes e assim, definindo a ordem das páginas. Sem ele, os resultados seriam aleatórios, gerando dificuldade aos usuários na busca do que procura.

As mudanças ocorrem sempre, desde o início do Google. Ele passa, na prática, por dois tipos de atualizações:

  • Diárias: parece improvável, mas sim, ele passa por mudanças todos os dias mesmo que singelas na intenção de melhorar o processo de entrega de resultados.
  • Core Updates: São as atualizações mais consideráveis feitas ao longo do ano no algoritmo principal. São elas que geram transformações mais bruscas nos resultados orgânicos dos sites.

São mudanças tão complexas que ganham nomes diferentes. Neste artigo você vai conhecer as principais delas e qual impacto tiveram no trabalho dos profissionais de Marketing Digital.

As 14 atualizações principais do algoritmo do Google

Para compreender todo o histórico dessas mudanças, confira a lista das 14 transformações principais que ocorreram ao longo dos anos.

1.Florida – 2003

A Florida foi a primeira grande atualização do Google que colocou o SEO em evidência, removendo no seu lançamento cerca de 50% dos sites que eram listados até então.

Ela foi lançada a fim de combater sites de qualidade baixa, que utilizavam práticas de keyword stuffing (excesso de palavras-chave) uma das más práticas de SEO.

2.Panda – 2011

Anos depois, a atualização Panda foi implantada e afetou em quase 12% dos resultados de pesquisa. Ela penalizou aqueles sites que disponibilizavam conteúdos de baixa qualidade, os que tinham muitos anúncios principalmente.

Foi após a Panda que todas as outras vieram focadas na qualidade de conteúdos dos sites.

3.Penguin – 2012

No ano seguinte foi lançada a Penguin, conhecida na época como Webspam Update que era responsável por barrar o excesso de otimizações de conteúdo.

Gerou impacto, na época, em cerca de 3,1% dos resultados de buscas em inglês. O intuito era penalizar aqueles sites que adotava a prática de keyword stuffing, bem como esquemas de black hat SEO (Práticas para enganar o algoritmo do Google).

Assim como a atualização anterior, uma séria de melhorias e lançamentos foram implantadas até chegar na versão 4.0 (2016), quando passou a fazer parte oficialmente do algoritmo do Google, atuando em tempo real.

4.Hummingbird – 2013

A Hummingbird não foi apenas uma modificação no algoritmo, diferente das outras, ela foi uma revisão completa dele.

A partir do ano de 2013, os resultados foram além da palavra-chave considerando a vertente semântica. O que inclui sinônimos e contextos nos quais os termos são inseridos, em como fatores complexos, como localização e pesquisas feitas anteriormente pelo usuário.

A função principal era tornar mais reais os resultados relacionados com a intenção de pesquisa do usuário.

5.HTTPS/SSL Update – 2014

Depois de incentivar os desenvolvedores a focarem em segurança, essa atualização teve a função de anunciar que o HTTPS se tornava fator de ranqueamento, ampliando o incentivo a fim de tornar a internet mais segura.

O que foi feito porque os sites que adotavam o certificado SSL (que migram para o HTTPS) utilizam informações criptografadas que impedem que os dados sejam identificados no meio do trajeto, caso sejam interceptados.

6.Mobilegeddon – 2015

Atualização voltada para dispositivos móveis, tendo referência do filme Armageddon pelo impacto que os desenvolvedores confiavam que iriam causar. Entretanto, na prática o impacto não foi tão grande.

A Mobilegeddon começou a priorizar sites amigáveis para os mecanismos dos dispositivos móveis, sem considerar se a página era menos ou mais adaptável a eles: elas deveriam ser ou não adaptadas.

7.Rankbrain – 2015

No mesmo ano, o Rankbrain foi lançado pela Google. O sistema que incorporou a inteligência artificial no algoritmo, auxiliando não só na interpretação, mas na apresentação dos resultados de busca.

Conforme o Google, o sistema se tornou um dos três fatores principais de ranqueamento, em conjunto com a linkagem e conteúdo. Deixar o site otimizado para ele, era mais difícil: só podia ser feito explorando palavras-chave que pertenciam a semântica.

8.Fred – 2017

Essa atualização, conhecida como Fred foi implantada em 2017 com a intenção de identificar sites que possuíam conteúdo de baixa qualidade e muitos banners de anúncios.

John Mueller, analista de tendências do Google, disse na época que “se você estiver seguindo boas práticas de SEO, o único motivo para penalização do seu site é a baixa qualidade de conteúdo”.

9.Medical Update – 2018

Lançada em 2018, precisamente no mês de agosto, essa core update (atualização complexa) gerou grande impacto no segmento por realizar alterações no posicionamento de diversos sites. Porém ficou claro que o maior impacto ocorreu nas páginas da categoria YMYL, sigla para Your Money, Your Life.

São páginas que tratam de assuntos como saúdes e finanças, ou seja, impactando diretamente na vida das pessoas. Por isso, a atualização ganhou o nome de Medical Update.

Baseada na análise de vários portais, essa atualização foi dada como uma medida de melhoria de métricas de qualidade, principalmente os fatores EAT (mais sobre o assunto no próximo tópico). E assim precisamos destacar um ponto específico: autores de conteúdos.

Essa mudança mostrou que os sites que foram impactados negativamente foram aqueles escritos por pessoas que não possuíam capacidade ou experiência. Por exemplo: para falar de saúde, o indicado é que um médico aborde o assunto.

Em síntese, desenvolver conteúdos de autoridades no segmento realmente faz diferença nos resultados, e a partir disso, os conteúdos nessa categoria passaram a ser aqueles que possuíam perfis completos dos autores.

10.EAT – 2019

A partir da grande mudança de 2018, ocorreram outras mudanças complementares. E a atualização de 2019 abordou termos já analisados por profissionais de SEO, porém que não ficaram totalmente claros nas atualizações anteriores.

É a chamada EAT – Expertise, Authoritativeness and Trustworthiness, sigla para (Expertise, Autoridade e Credibilidade em português), que a partir dessa mudança, passou a ser considerada uma diretriz essencial de ranqueamento.

Embora já serem pontos levados em consideração no desenvolvimento de conteúdo de qualidade, a mudança deixou clara a necessidade de formação e credenciais dos autores, além da importância das empresas ter relação direta com o resultado orgânico.

Os 3 fatores do EAT

Nos últimos anos ouvimos muito falar sobre o EAT e sobre seus detalhes, como:

1. Expertise

Para conseguir bons resultados é preciso ter um especialista em seu campo de atuação. Assim, a experiencia dos autores é muito importante: é mais relevante um médico especialista para falar sobre o tema, do que alguém que possui a doença.

2. Autoridade

É necessário mostrar autoridade no assunto. Se sua página é um fórum de discussão ou uma comunidade, a qualidade dos debates é o que direciona a autoridade. Comentários pouco elaborados ou spam, como “muito obrigada, grande post” pode atrapalhar.

Na prática, ter um artigo sobre sua empresa ou produto em sites e portais de notícia de autoridade, indicam que sua página possui grande relevância.

3. Confiabilidade

É preciso mostrar aos usuários que eles podem confiar em seu site, exigência principal para os ecommerces, que solicitam informações de cobrança para efetivar as compras.

Erros de ortografia e gramaticais são tidos como critérios de confiabilidade. Uma simples palavra escrita errada pode prejudicar o ranqueamento, uma vez que é considerada um sinal de baixa qualidade. Por isso, não utilize conteúdos com tradução automática, ou seja, se quiser conteúdo traduzido, peça ajuda para alguém fazer por você.

11.Atualização de confiabilidade – 2019

Em 3 de junho de 2019, uma nova atualização do algoritmo foi destaque por gerar impactos nos sites, bem como por ser anunciada antecipadamente pelo Google.

Foi um pedido constante dos usuários, que sempre são surpreendidos pelas atualizações. A fim de descobrir mais detalhes delas, é preciso geralmente que vários profissionais analisem sites que tiveram alterações negativas ou positivas.

Com esse anúncio antes do lançamento, a comunidade internacional ficou atenta para quaisquer alterações nas métricas.

Veja o que foi Tuitado pelo perfil Google SearchLiaisonAmanhã, lançaremos uma ampla atualização do algoritmo principal, como fazemos várias vezes por ano. É chamado de Atualização Principal de junho de 2019. Nossas orientações sobre essas atualizações permanecem como abordamos anteriormente.

O motivo para que a atualização é reconhecida pelo impacto na confiabilidade é que ela gerou resultados negativos para sites de notícias. Por exemplo, no Reino Unido, The Daily Mail, divulgou a perda de 50% do tráfego vindo de pesquisas orgânicas.

A atualização deixou claro que a confiança do público nos conteúdos são cada vez mais relevantes.

12.Atualização de diversidade – 2019

Dentre todas as mudanças, essa foi a mais rápida quando levamos em consideração o tempo de duração entre elas: apenas 3 dias. Em 6 de julho lançou-se a atualização de diversidade.

A partir daí, os sites começaram a contar com somente 2 resultados diferentes na primeira página da SERP. Ou seja, os portais que tinham vários resultados aparecendo na mesma página de pesquisa tiveram o volume de links reduzidos a dois.

Assim sendo, essa mudança teve o intuito de diversificar resultados para que os sites de maior autoridade não aparecessem em diversas posições entre as 10 primeiras.

13.BERT – 2019

Antes do ano acabar, o Google fez mais uma alteração baseada em um projeto de processamento de linguagem natural com redes neurais.

BERT, sigla para Bidirectional Encoder Representations from Transformers, é o nome dado ao algoritmo inicialmente implementado para pesquisas em língua inglesa.

14.Favicon e posição 0 – 2020

Esse ano iniciou com duas mudanças. A primeira dela, relacionada ao algoritmo, foi referente aos resultados de conteúdos da posição 0 (ou featured snippets). Antes a página apresentava conteúdo em destaque que era repetido na posição original, o que após a mudança, não ocorre mais.

A segunda mudança tem relação com a aparência dos resultados, dentre eles nos anúncios. A função da atualização era refletir o que os usuários já buscaram nos dispositivos móveis, mas dessa vez a mudança não durou muito. É que a repercussão não foi boa por parte dos usuários.

E então foi publicado no Twitter: Na semana passada, atualizamos a aparência da Pesquisa no computador para refletir o que há no celular há meses. Ouvimos seus comentários sobre a atualização. Sempre queremos melhorar a Pesquisa, por isso, vamos experimentar novos canais para favicons.

Por que acompanhar as atualizações do algoritmo do Google é tão importante?

Após conhecer as atualizações principais do algoritmo do Google ao decorrer dos anos, você já entendeu o porquê é fundamental acompanhá-las?

Vamos resumir em dois pontos principais porque essas mudanças dos algoritmos são tão fundamentais:

  • Compreender como se adaptar de forma rápida às mudanças: sabendo quais as atualizações o quanto antes, é mais fácil de criar um planejamento para se adaptar às estratégias atuais.
  • Conhecer os motivos que geram impacto nas métricas: sem fazer um acompanhamento, você sentirá os impactos nas métricas, entretanto não irá entender os motivos que geram essa mudança.

Como abordado anteriormente, o Google sempre realiza atualizações em seu algoritmo. Assim sendo, o que você precisa para gerar tráfego orgânico para seu site é permanecer atualizado com as melhores práticas.